O Disque Denúncia lançou um cartaz para localizar Cláudio Barbosa de Lima, conhecido como Foguinho, integrante do Comando Vermelho. Ele está foragido após deixar a prisão durante o benefício de Natal de 2025 e não retornar. Em 2016, Foguinho foi condenado a 23 anos de prisão por participar do assalto que resultou na morte de um sargento da Polícia Militar e feriu a filha do policial. A polícia pede ajuda da população para encontrá-lo.
O Disque Denúncia divulgou, nesta segunda-feira (28), um cartaz com o objetivo de ajudar a localizar Cláudio Barbosa de Lima, de 29 anos, conhecido pelo apelido de Foguinho. Ele é integrante do Comando Vermelho e é classificado pelo sistema prisional como pessoa de alta periculosidade. Foguinho está entre os procurados pela participação no assassinato do 3º sargento da Polícia Militar, Renato Liberato Neto, que tinha 44 anos e foi morto durante um assalto em outubro de 2016.
Renato, que trabalhava na Corregedoria da corporação, foi baleado dentro de uma loja localizada na Rua Sacadura Cabral, no Centro do Rio de Janeiro. No momento do crime, ele estava acompanhado da filha, que na época tinha 10 anos e também foi ferida. De acordo com as investigações, criminosos invadiram o estabelecimento com a intenção de roubar celulares, mantendo clientes e funcionários sob a mira de armas. Enquanto um dos assaltantes foi para o estoque, outro permaneceu na sala principal. O policial e sua filha chegaram ao local justamente durante a ação e foram surpreendidos pelos bandidos.
- Cláudio Barbosa de Lima, ou Foguinho, está foragido após não retornar à prisão no fim de 2025.
- O crime ocorreu em 2016, quando um sargento da PM foi morto e sua filha foi ferida em um assalto.
- Foguinho foi condenado a 23 anos de prisão pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte).
- O policial morto, Renato Liberato Neto, trabalhava na Corregedoria da Polícia Militar.
- Dúvidas ou informações podem ser repassadas de forma anônima ao Disque Denúncia.
Os detalhes da morte do sargento da PM
As apurações indicam que Edvandro Luiz Galvão Muniz, conhecido como Lorão, ficou responsável por cobrir a fuga do grupo. Já outro criminoso, conhecido como Bolão, que atualmente está preso, estava no estoque da loja e foi o responsável por atirar contra o sargento e sua filha. Renato foi atingido na cabeça e levado às pressas para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no bairro do Estácio, mas não resistiu aos ferimentos. A menina, que levou um tiro na perna, recebeu atendimento inicial no Hospital Municipal Souza Aguiar antes de ser transferida para o HCPM.
Após o crime, Edvandro e o comparsa conseguiram sair da loja com a ajuda de outros criminosos que os aguardavam em motocicletas. De acordo com o Disque Denúncia, Cláudio, o Foguinho, era um dos indivíduos que facilitaram a fuga. O grupo saiu levando o celular e a arma do policial morto.
Condenação e fuga durante o Natal
Foguinho foi preso inicialmente em dezembro de 2016 por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC-CAP). Em dezembro de 2024, a Justiça permitiu que ele passasse do regime fechado para o regime semiaberto. Em outubro de 2025, ele recebeu autorização para a Visita Periódica ao Lar (VPL), um benefício que permite a saída temporária.
No entanto, durante a saída autorizada no Indulto de Natal de 2025, Cláudio deixou a unidade prisional e não retornou no prazo estabelecido. Por causa dessa falta, a Vara de Execuções Penais (VEP) expediu um novo mandado de prisão contra ele. Ele foi condenado a 23 anos de detenção pelo crime de latrocínio. Segundo a Justiça, ainda restam cerca de 11 anos de pena a serem cumpridos em regime semiaberto. Houve, ainda, uma regressão cautelar do regime enquanto o procedimento disciplinar relacionado à fuga é analisado.
Como denunciar
Informações que possam ajudar na localização de Cláudio podem ser repassadas de forma anônima ao Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Também é possível enviar denúncias pelo aplicativo Disque Denúncia RJ ou pelo WhatsApp Anonimizado, utilizando o mesmo número. A ferramenta utiliza uma tecnologia específica que oculta informações capazes de identificar a pessoa que está denunciando.


Cláudio foi condenado por participação na morte de um sargento da PM - Divulgação


