08 de novembro de 2026

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Animais que abandonam os filhotes: 5 exemplos da natureza

GERAL Natureza 08/11/2026 11:30 Tribuna do Paraná tribunapr.com.br

Conheça cinco espécies, como tartaruga e cuco, que não cuidam dos seus filhotes após a reprodução. Veja por que isso é uma estratégia de sobrevivência.

Na natureza, o cuidado com os filhotes é um comportamento comum entre diversas espécies. Muitos animais alimentam, protegem e ensinam seus bebês até que eles desenvolvam habilidades suficientes para sobreviver sozinhos. Esse comportamento pode ser observado em mamíferos, aves e até em alguns répteis e peixes.

Entretanto, essa não é uma regra para todas as espécies. Alguns animais não estabelecem vínculos duradouros com seus filhotes e os deixam sem cuidados parentais. Embora essa atitude possa parecer estranha ou até chocante para os humanos, trata-se de uma estratégia natural de reprodução. A seguir, conheça alguns exemplos.

Lista de Curiosidades

  • A fêmea do cuco deposita ovos nos ninhos de outras aves, que os criam sem saber.
  • As tartarugas-marinhas põem centenas de ovos e não voltam para cuidar.
  • Muitas cobras e lagartos deixam os ovos em locais protegidos e abandonam o local.
  • A borboleta-monarca nasce capaz de buscar seu próprio alimento imediatamente.
  • Esse comportamento é uma estratégia evolutiva para garantir a sobrevivência da espécie.

Tartaruga-marina

As tartarugas-marinhas são exemplos conhecidos de animais que não cuidam dos filhotes após a postura dos ovos. Durante o período reprodutivo, as fêmeas saem do mar, procuram locais adequados na areia e escavam ninhos para depositar dezenas ou até centenas de ovos. Depois, cobrem o local e retornam ao oceano, sem acompanhar o desenvolvimento dos pequenos. Quando nascem, os filhotes precisam sair da areia e encontrar o caminho até a água por conta própria.

Cobra

As cobras apresentam diferentes estratégias reprodutivas, e muitas espécies não oferecem cuidados parentais após a postura dos ovos ou o nascimento dos filhotes. Entre as espécies ovíparas, é comum que a fêmea procure um ambiente protegido, como buracos no solo, troncos ou locais com vegetação, para depositar os ovos. Depois disso, ela geralmente abandona o local, deixando os descendentes se desenvolverem sozinhos. Quando nascem, os filhotes já possuem habilidades para se locomover, procurar alimento e se defender de possíveis ameaças.

Lagarto

Muitas espécies de lagartos também não apresentam cuidados parentais prolongados. Durante a reprodução, as fêmeas costumam procurar locais protegidos, como buracos na terra, espaços entre pedras ou áreas cobertas por folhas, para depositar seus ovos. Após a postura, geralmente deixam o ambiente sem acompanhar o desenvolvimento dos filhotes. Quando os ovos eclodem, os pequenos já conseguem se movimentar, procurar alimento e buscar abrigo para escapar dos predadores.

Cuco

O cuco-comum (Cuculus canorus) é uma ave conhecida por apresentar um comportamento reprodutivo bastante curioso, chamado parasitismo de ninhada. Em vez de construir um ninho próprio e cuidar dos filhotes, a fêmea deposita seus ovos nos ninhos de outras espécies de aves. Dessa forma, os pais hospedeiros acabam incubando o ovo e alimentando o filhote de cuco, muitas vezes sem perceber que ele pertence a outra espécie. Após nascer, o pequeno cuco pode empurrar os ovos ou filhotes dos hospedeiros para fora do ninho, garantindo maior acesso ao alimento.

Borboleta-monarca

A borboleta-monarca é uma espécie de inseto conhecida por suas asas alaranjadas com detalhes pretos e por realizar longas migrações. Durante a reprodução, a fêmea deposita seus ovos em plantas do gênero Asclepias, conhecidas como plantas-leiteiras, que servirão de alimento para as lagartas. Após a postura, ela não permanece no local para proteger ou alimentar os descendentes. Quando os ovos eclodem, as lagartas começam a consumir as folhas da planta e seguem seu desenvolvimento de maneira independente.


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