03 de outubro de 2026

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Brasil vence a Índia por 4 a 0 em amistoso

GERAL Futebol 03/10/2026 15:36 Estadão Conteúdo / Jovem Pan jovempan.com.br Calcutá

A seleção brasileira venceu a Índia por 4 a 0 em Calcutá, com gols de Estêvão, Pedro e duas vezes de Samuel Lino. A partida serviu como laboratório para o técnico Ancelotti.

A seleção brasileira jogou em ritmo de treino na cidade de Calcutá, na Índia, onde a umidade do ar estava acima de 80% e a temperatura chegava a 33°C. No confronto inédito contra a equipe indiana, 137ª no ranking da Fifa, o Brasil aplicou uma goleada por 4 a 0. O destaque foi Estêvão, que voltou a marcar com a camisa amarela. Pedro e Samuel Lino, que fez dois gols, também balançaram as redes. O técnico Carlo Ancelotti usou o jogo como um laboratório sem pressão, buscando novas combinações, mas o resultado não serviu como forte referência para as vitórias e o empate contra a Austrália na mesma Data Fifa. O Estádio Vivekananda Yuba Bharati Krirangan, com capacidade para mais de 80 mil pessoas, recebeu apenas 51,4 mil torcedores.

Este foi o 20º jogo de Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira. Até o momento, o italiano soma 12 vitórias, quatro empates e quatro derrotas no comando da equipe. Ainda restam jogos na Data Fifa de 2026, entre os dias 9 e 17 de novembro. No dia 14, o Brasil enfrentará o Japão, rival na segunda fase da Copa do Mundo, em Singapura. Em seguida, no dia 17, a equipe medirá forças com o time anfitrião da região.

  • Estêvão marcou seu primeiro gol após retorno à seleção.
  • O brasileiro teve 12 vitórias em 20 jogos com Ancelotti.
  • Samuel Lino foi o artilheiro da partida com dois gols.
  • O estádio da Índia teve capacidade para 80 mil pessoas.
  • Próximo adversário do Brasil será o Japão, em Singapura.

Desempenho inicial e primeiro gol

Desde o início da partida em Calcutá, o Brasil cometia erros de posicionamento e caía repetidamente na linha de impedimento da Índia. Em vários momentos do primeiro tempo, Vini Jr. recebia passes em profundidade, demonstrando certa afobação no time brasileiro. Sem a bola, a equipe comandou os indianos com facilidade, embora tenha cedido escanteios. Por quase meia hora, não houve grande inventividade em campo, com falhas de ambos os times na construção do jogo. Aos 28 minutos, Estêvão quebrou o marasmo. Ele partiu pela esquerda, encontrou espaço e aproveitou a saída do marcador indiano que perseguia Gabriel Bontempo. Bastou cortar um defensor para bater forte no canto do goleiro Singh Sandhu, que caiu sem saltar na direção da bola.

Foi o primeiro gol de Estêvão desde que voltou à seleção. O garoto de 19 anos era o artilheiro da Era Ancelotti com cinco gols, mas sofreu uma lesão muscular de grau 4 e ficou fora da lista para a Copa do Mundo. Com este gol, ele chegou a seis, ficando atrás apenas de Vini Jr., que tem oito. Sem dificuldade, o Brasil trocava passes e explorava espaços da Índia, mas sem gerar mais perigo. Próximo do fim do primeiro tempo, Estêvão fez um passe longo para Pedro, que ficou cara a cara com Singh Sandhu. O chute foi em cima do goleiro, passou por baixo e morreu nas redes.

Mudanças táticas no segundo tempo

Ao intervalo, Ancelotti promoveu variações táticas. O zagueiro Arthur Dias foi deslocado para a lateral-esquerda, dando lugar a Gabriel Magalhães. O volante Bruno Guimarães, que não havia começado, também voltou para o segundo tempo. Ryan Williams, um dos principais jogadores da Índia, obrigou o goleiro Pedro Morisco a fazer a primeira defesa na partida aos sete minutos da segunda etapa. O camisa 10 chegou pela direita e bateu cruzado, para defesa fácil do arqueiro brasileiro. Logo depois, o atacante Manvir Singh foi quem exigiu nova atuação do goleiro.

O Brasil mostrou melhora na marcação e na pressão no segundo tempo. Douglas Luiz conseguiu roubar a bola ainda no campo de ataque e buscou Pedro. O atacante deixou de letra para o companheiro de equipe no Flamengo, Samuel Lino, que invadiu a área e bateu colocado no canto esquerdo do goleiro para marcar o terceiro gol. Ancelotti logo desfez a alteração tática na zaga, com a entrada de Mauro Júnior no lugar de Arthur Dias. Novas mudanças deixaram em campo apenas dois jogadores da escalação inicial: Pedro Morisco e Estêvão (que saiu posteriormente para a entrada de Breno Bidon). Endrick entrou em ritmo acelerado, com tentativas de chute de fora da área e brigando por espaço entre os zagueiros indianos.

Conclusão do jogo

Ambos os times realizaram substituições, e a Índia voltou a buscar o gol de empate. Jair saiu mal na saída de bola, e Ryan Williams conseguiu a posse no ataque. Ele driblou o zagueiro brasileiro e chegou a vencer Morisco na finalização, mas Mauro Júnior cortou a bola quase em cima da linha. O Brasil parecia mais exposto a contra-ataques indianos por um breve momento, mas rapidamente retomou o controle da partida. Isso não significou facilidade para atacar a Índia, que se manteve retraída na defesa. Com menos espaço, os passes que buscavam jogadores dentro da área eram seguidamente errados.

Apesar da organização tática, a seleção brasileira foi segurada pela Índia até o fim, sem criar muitas oportunidades claras. Douglas Luiz funcionou como uma boa ligação no meio de campo, enquanto Endrick representou as raras tentativas diferentes em meio à troca de passes na zona de transição. O quarto gol saiu no acréscimo. Samuel Lino recebeu a bola pela esquerda, driblou dois marcadores e bateu forte para fechar a contagem final em 4 a 0 para o Brasil.


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