A CPFL Paulista registrou 1,6 mil colisões contra postes no primeiro semestre de 2026. Campinas lidera em números, mas teve queda; Valinhos e Piracicaba apresentaram aumentos expressivos.
Quase nove colisões contra postes são registradas por dia, em média, nas 234 cidades atendidas pela CPFL Paulista. Entre janeiro e junho de 2026, foram 1.607 ocorrências, uma alta de 2,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 1.569 casos.
Na região, os dados mostram diferenças. Campinas continua sendo a cidade com mais ocorrências: 100 casos no primeiro semestre deste ano. Apesar de ainda liderar, houve uma redução de 9,9% em comparação com os 111 registros do mesmo período de 2025.
- Quase 9 batidas em postes acontecem por dia na área da CPFL Paulista.
- Campinas tem 100 acidentes em seis meses, mas caiu 9,9%.
- Valinhos saltou de 7 para 19 casos, alta de 171%.
- Piracicaba cresceu 29,5%, indo de 44 para 57.
- Repor um poste pode custar de R$ 3 mil a R$ 14 mil.
Em Valinhos, porém, o movimento foi inverso e chama atenção: os casos saltaram de 7 para 19, uma alta de 171% em um ano.
Piracicaba também teve crescimento expressivo. Foram 57 ocorrências entre janeiro e junho de 2026, contra 44 no mesmo período anterior, aumento de 29,5%.
Os números mostram um problema que vai além dos danos materiais. Dependendo da gravidade da colisão, postes, cabos e outros componentes da rede podem ser danificados, aumentando os riscos no local e podendo causar cortes de energia.
Uma batida na infraestrutura elétrica pode transformar um acidente de trânsito em uma situação mais complicada, especialmente se houver cabos rompidos ou estruturas energizadas.
"Uma colisão contra um poste pode colocar vidas em risco e trazer consequências para toda a comunidade. Além do perigo com a rede elétrica e da possibilidade de queda de cabos, esse tipo de ocorrência pode comprometer o fornecimento de energia para milhares de clientes. Por isso, a prevenção e o comportamento seguro no trânsito são fundamentais", afirma Raphael Campos, gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da CPFL Energia.
Colisões contra postes: impacto e custos
As colisões contra postes estão entre as ocorrências mais críticas para a rede elétrica, pois podem exigir reparos complexos. O atendimento é feito em duas etapas: primeiro, as equipes de Operação isolam os circuitos e trabalham para restabelecer a energia para o maior número de clientes. Depois, as equipes de Obras e Manutenção substituem o poste e reconstroem o trecho danificado.
Dependendo da gravidade, o trabalho pode demorar mais, principalmente quando é preciso esperar a perícia policial e a remoção do veículo.
Quando é identificado o responsável pelo acidente, o condutor pode ser cobrado pelos custos de reposição do poste, que variam de R$ 3 mil a R$ 14 mil, conforme os equipamentos instalados.
Dicas de segurança
- Em caso de queda de cabos, fique dentro do veículo e ligue para a CPFL pelo 0800 010 1010 ou para o Corpo de Bombeiros pelo 193.
- Não toque no veículo, no poste ou nos cabos caídos.
- Se precisar sair do veículo, faça isso sem encostar na lataria, saltando ou arrastando os pés juntos.
- Pedestres devem manter distância e nunca tentar afastar fios partidos.


ondutor pode ser responsabilizado pelos custos de reposição do poste, que variam de R$ 3 mil a R$ 14 mil. Foto: Divulgação


