01 de outubro de 2026

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Represas do Cantareira voltam a ter água suficiente após chuvas de setembro

Brasil Água 01/10/2026 20:55 Redação Hora Campinas horacampinas.com.br Campinas SP

As chuvas intensas de setembro fizeram o Sistema Cantareira sair do nível de alerta para a faixa de atenção. Com 41,1% do volume útil, a Sabesp poderá captar mais água, beneficiando diretamente o abastecimento de Campinas e da Grande São Paulo.

O Sistema Cantareira terminou o mês de setembro com 41,1% do seu volume útil de água. Com esse resultado, o reservatório deixa o nível de alerta e passa a operar na faixa de atenção a partir desta quinta-feira (1º). Essa nova classificação ocorre porque o nível está entre 40% e 60% da capacidade.

Este ano, as represas enfrentaram um período de armazenamento baixo e preocupante. No entanto, as chuvas recordes registradas em setembro ajudaram a melhorar significativamente a capacidade do sistema. Para comparação, no final de agosto, o volume útil estava em apenas 32,99%, o que colocava o Cantareira na faixa de alerta.

  • O Cantareira agora tem 41,1% da sua capacidade total.
  • A Sabesp poderá captar até 31 metros cúbicos por segundo.
  • O sistema abastece metade da Grande São Paulo e ajuda Campinas.
  • As chuvas de setembro foram as principais responsáveis pela recuperação.
  • Antes da chuva, o nível estava em 33%, considerado perigoso.

Mudanças na captação de água

Como o volume agora está na faixa de atenção, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a SP Águas deram autorização para que a Sabesp retire até 31 metros cúbicos por segundo do reservatório. Antes, quando o nível estava em alerta, o limite era de 27 metros cúbicos por segundo. Em situações de normalidade, essa retirada pode chegar a 33 metros cúbicos por segundo.

O Sistema Cantareira fornece água para a Região Metropolitana de São Paulo e é estratégico para a Região Metropolitana de Campinas (RMC). Ele libera água para as Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacias PCJ), ajudando a garantir a segurança hídrica e afluência dos rios da região.

Monitoramento diário e critérios técnicos

A ANA e a SP Águas acompanham diariamente os dados de níveis, vazões e armazenamento do reservatório. Essa medida segue critérios definidos pela Resolução Conjunta nº 925/2017, que foi criada logo após a crise hídrica ocorrida no estado de São Paulo nos anos de 2014 e 2015.

Essa resolução determina que a captação de água do Sistema Cantareira dependa do nível de armazenamento observado no último dia de cada mês. Para isso, foram criadas cinco faixas de classificação: normal (acima de 60%), atenção (40% a 60%), alerta (30% a 40%), restrição (20% a 30%) e especial (abaixo de 20%).

É importante ressaltar que, embora os reservatórios estejam em território paulista, parte da água que os alimenta vem de rios de domínio da União, pois possuem nascentes em Minas Gerais, compondo a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Composição do Sistema Cantareira

O Sistema Cantareira é formado por cinco reservatórios interligados: Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro. Juntos, eles possuem um volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, o sistema conta também com a interligação entre a represa Jaguari, no Rio Paraíba do Sul, e a Represa Atibainha.

O sistema abastece cerca de metade da população da região metropolitana de São Paulo. Além disso, segundo a ANA, contribui para o atendimento dos usos múltiplos da água, com destaque para o abastecimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.


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