15 de outubro de 2026

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Menos turnos de trabalho pode deixar a carne mais cara no supermercado

Agronegócio Jornada 15/10/2026 11:10 Hildeberto Jr. | Canal Rural canalrural.com.br

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) alerta que o fim da escala de trabalho de 6 dias por semana pode diminuir a produção de carnes e frangos, forçando um aumento nos preços pagos pelo consumidor.

O fim da escala de trabalho de 6 dias trabalhados por 1 de descanso (6x1) pode gerar um impacto direto no bolso do brasileiro. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) alerta que essa mudança pode reduzir a quantidade de produtos de origem animal no mercado, como carnes e frangos, e consequentemente elevar os preços para o consumidor final.

Em um comunicado oficial divulgado após a aprovação da medida pelo Senado Federal, a entidade destacou os riscos que a nova jornada de trabalho representa para a capacidade de produção das indústrias do setor.

  • A nova lei reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas.
  • O trabalhador terá direito a dois dias de folga remunerada por semana.
  • O salário do funcionário não sofrerá redução com a nova regra.
  • A ABPA afirma que já há dificuldade para contratar mão de obra.
  • A entidade prevê aumento dos custos de produção e repasse ao preço.

O que diz a ABPA sobre a nova regra

A ABPA afirmou que cumprirá a nova legislação trabalhista, mas fez questão de destacar um ponto crítico: as empresas do setor já enfrentavam sérias dificuldades para preencher seus quadros de funcionários antes mesmo da mudança. Essa situação, inclusive, levou à contratação de trabalhadores imigrantes para suprir a falta de mão de obra.

Segundo a associação, a adaptação às novas escalas de trabalho poderá comprometer a capacidade produtiva das empresas. Isso significa que, com menos horas trabalhadas por funcionário, pode haver uma redução na oferta de determinados produtos, como frango e suínos, que são muito sensíveis à agilidade na produção.

Impacto nos preços e custos

Com a possível queda na produção e a necessidade de reorganizar as linhas de fábrica, a entidade também prevê um aumento no custo médio de produção. Essa alta deve ser repassada aos consumidores, resultando em preços mais altos para as carnes de origem animal nos mercados e açougues.

A proposta aprovada pelo Senado prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, além de garantir dois dias de descanso remunerado por semana, mantendo o valor do salário atual sem qualquer corte.


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