17 de setembro de 2026

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Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente na liderança das eleições 2026

Política Eleições 17/09/2026 08:40 Jovem Pan jovempan.com.br

Pesquisa PoderData/Aya aponta um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições de 2026. A liderança do presidente oscilou, mas segue na frente dos demais candidatos.

O novo levantamento do Instituto Aya para o site PoderData, divulgado nesta quinta-feira (17), revelou uma corrida eleitoral acirrada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na frente. Lula aparece com 37% das intenções de voto nos cálculos para o primeiro turno, enquanto seu principal oponente direto, o filho do ex-presidente, registra 36%.

Na comparação com o levantamento anterior, feito em 10 de setembro, o cenário mostrou ajustes mínimos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma perda de um ponto percentual, saindo de 38% para 37%. Já o senador Flávio Bolsonaro manteve seus números estáveis, sem variação em relação à rodada passada. A diferença entre eles, de apenas um ponto, está dentro da margem de erro da pesquisa, o que indica um empate técnico na liderança

Aqui estão os pontos principais da pesquisa PoderData/Aya:

  • Lula lidera com 37% dos votos válidos no primeiro turno.
  • Flávio Bolsonaro está bem perto, com 36% da preferência eleitoral.
  • Augusto Cury é o terceiro colocado, mas perdeu pontos nas últimas semanas.
  • Outros candidatos, como Renan Santos e Ronaldo Caiado, têm 3% cada.
  • A pesquisa abrangeu 3.000 entrevistados com baixo índice de erro.

Além do líder e do vice-líder, outro nome de destaque no cenário nacional é o psiquiatra e ex-secretário de saúde, Augusto Cury (Avante). O especialista apresento uma queda de dois pontos percentuais, indo de 10% para apenas 8%. Mesmo assim, Cury continua isolado na terceira posição, bem à frente dos demais concorrentes que disputam um lugar no cenário majoritário. Essa queda sugere uma redução no apoio popular, mas que ainda não o tirou do grupo dos mais lembrados pelos eleitores.

Outros candidatos e situação do PRTB

No meio do cenário, uma dupla empata com 3% das intenções de voto. A primeira é o líder do Movimento Brasil Livre, Renan Santos, filiado ao partido Missão. O segundo é o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que representa o PSD. Esses números mostram que esses nomes têm apoio, mas ainda não conseguiram romper a barreira para disputar a liderança junto com Lula e Flávio. Já o professor Hertz Dias, candidato do PSTU, aparece com 2%.

Na parte final da lista de candidatos considerados, cinco nomes aparecem com apenas 1% da preferência. São eles: Pablo Marçal (PRTB), Romeu Zema (Novo), Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP). Esse baixo percentual indica que esses candidatos ainda não têm um grande alcance ou popularidade para figurar entre os principais nomes da disputa presidencial em 2026. A pesquisa mostrou uma forte polarização entre os dois primeiros nomes.

A situação de Pablo Marçal, que aparece com 1%, envolve uma decisão judicial recente que afeta a sua participação. Em 11 de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou uma decisão unanime e rejeitou o registro da candidatura de Marçal. Com a decisão judicial, o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) não pôde manter o coach na disputa e optou por substitui-lo por Leonardo Avalanche, que é o presidente nacional da legenda. Essa manobra política alterou a composição do bloco, mas não alterou significativamente os números de intenção de voto do partido.

Metodologia e detalhes do levantamento

Para entender a confiança nestes números, é preciso observar os detalhes técnicos da pesquisa. O professor Edmilson Costa, do PCB, e o veterinário Wilson Grass, do partido Democrata, não pontuaram, o que significa que sua intenção de voto na amostra foi inferior a 0,5% ou simplesmente não foi registrada. Esses dados ajudam a mapear candidatos de partidos menores que não conseguiram expressividade nacional neste momento da campanha eleitoral. A ausência de pontos indica que, atualmente, esses nomes não são uma prioridade para a maioria dos eleitores pesquisados.

Entre os dias 13 e 16 de setembro, a equipe do PoderData/Instituto Aya entrevistou 3.000 pessoas. A coleta de dados foi realizada por meio de ligações telefônicas em todo o território nacional. Essa ampla base de dados permite que o resultado reflita a opinião de diferentes regiões e perfis sociais, garantindo a validade da pesquisa como um indicador da vontade popular. As 3.000 respostas são fundamentais para minimizar distorções e representar a realidade do eleitorado.

Por fim, a confiabilidade técnica do estudo é garantida por uma margem de erro de 1,8 ponto percentual, com uma taxa de confiança de 95%. Isso significa que, se a repetisse a pesquisa agora mesmo, o resultado poderia variar em até 1,8 ponto para mais ou para menos, mantendo-se 95% das vezes nessa faixa. A pesquisa foi devidamente registrada no TSE no dia 11 de setembro sob o número BR-00360/2026, o que atende às exigências legais para a divulgação de dados eleitorais no Brasil.


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